Sobre o Projeto Japi

Nas atividades de exploração e produção no mar, é importante mapear os diferentes ambientes costeiros – como praias, manguezais, estuários, barras de rios e mesmo construções – para que, em caso de cenários emergenciais, as informações estejam disponíveis para a tomada de decisão. Qual daqueles ambientes é mais sensível? Para onde mandar as equipes de emergência? Que equipamentos e procedimentos deverão ser usados? Que dificuldades ou facilidades as equipes encontrarão para se locomover e agir?

Para permitir respostas mais precisas para essas perguntas e aumentar a eficiência das ações de combate a eventuais acidentes ambientais, um inédito trabalho de mapeamento da sensibilidade ambiental de ecossistemas costeiros acaba de ser realizado no litoral do sul da Bahia. O estudo, uma cooperação entre a Coppe/UFRJ e a Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (QGEP), com a participação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), resultou em 22 mapas que hierarquizam os diversos tipos de contorno de costa – manguezais, praias, margens de rios e outros – dos municípios de Canavieiras, Una e Belmonte, conforme o grau de sensibilidade de cada tipo de contorno costeiro a potenciais derrames de óleo. Mais do que isso, os mapas informam quando a sensibilidade de cada um é maior ou menor em função das condições de maré e épocas do ano. Trata-se do mais completo e detalhado estudo desse tipo realizado no Brasil até agora. Sua grande inovação metodológica foi introduzir, entre os elementos habitualmente considerados para a confecção de mapas de sensibilidade ambiental, a variável temporal: as variações de correntes, ventos e vazões dos rios conforme as estações do ano e as horas de maré.

Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (QGEP) Coppe/UFRJ Coppe/UFRJ e QGEP